Como funciona um código de barras?

Entenda como funciona o código de barras, conheça EAN-13, GTIN, principais tipos e cuidados na identificação de produtos.

O código de barras faz parte da rotina de supermercados, lojas, indústrias e centros de distribuição. Ele ajuda a identificar produtos com rapidez, reduz erros de digitação e facilita processos como controle de estoque, vendas e rastreabilidade.

Apesar de parecer simples, esse conjunto de barras e números segue padrões específicos de identificação. Termos como EAN, GTIN, códigos 1D e códigos 2D fazem parte desse universo e ajudam a entender como as informações dos produtos são organizadas e lidas pelos sistemas.

Ao longo deste conteúdo, você vai entender como funciona o código de barras, quais são os principais tipos, como ele se relaciona com o GTIN e quais cuidados são importantes na impressão e aplicação das etiquetas.

Para que serve um código de barras?

O código de barras está diretamente ligado à captura de dados.

Ele automatiza esse processo de captura. Ao invés de digitar uma informação, a informação é capturada por um leitor óptico.

O código de barras é particularmente útil para agilizar o processamento de dados de um produto, eliminando também a chance de erros de digitação.

Se, por exemplo, um armazém precisa cadastrar a entrada e saída de caixas, o código de barras colado nas caixas é capaz de agilizar a captura dessas informações.

Mas é possível ir além. Se, nesse mesmo exemplo, o código de barras tiver um caractere incremental inserido nele (isto é, um número sequencial diferente um do outro), cada caixa terá uma identificação diferente, sendo possível saber o que tem em cada caixa. Esse tipo de impressão é possível com a impressão de dados variáveis!

Quais são os padrões de códigos?

Existem dezenas de padrões, todos aceitos internacionalmente, mas os 4 mais utilizados são:

Código EAN-13: Muito utilizado em automação comercial e atualmente o mais utilizado no comércio, limitado em 13 dígitos numéricos;

Código 2-de-5: Comumente usado em impressão de dados variáveis, mas limitado por ser necessário ter uma quantidade par de caracteres;

Code 128: Sem limites de quantidade de dígitos, pode ser usado em quase todas as situações. Também aceita caracteres numéricos e alfanuméricos.

Códigos 1D e 2D: qual é a diferença?

Os códigos de barras podem ser divididos em dois grandes grupos. Os códigos 1D ou lineares, como EAN-13 e Code 128, representam as informações por barras e espaços. Já os códigos 2D, como QR Code e DataMatrix, utilizam duas dimensões e conseguem trabalhar com uma quantidade maior de informações.

A escolha depende da aplicação. No varejo, códigos lineares continuam amplamente utilizados. Na indústria e na logística, formatos 2D podem acrescentar dados como lote, validade e outras informações necessárias para rastreabilidade. A GS1 Brasil mantém um guia atualizado sobre os tipos de códigos de barras.

O que é um código EAN-13?

O EAN-13, associado ao GTIN-13, é um dos padrões mais utilizados para identificar produtos vendidos no varejo. Dependendo do produto, da embalagem e do mercado, também podem ser utilizados outros formatos de GTIN.

Qual é a diferença entre EAN, GTIN e código de barras?

GTIN é o número usado para identificar de forma única um item comercial. Já o código de barras é a representação visual que permite que esse identificador seja capturado por leitores e sistemas.

Na prática, nomes como EAN-13 ainda são muito conhecidos no varejo. O EAN-13 utiliza um GTIN de 13 dígitos, enquanto outras estruturas podem ter 8, 12 ou 14 dígitos, conforme a aplicação. A GS1 Brasil explica as diferenças entre EAN e UPC e os padrões utilizados internacionalmente.

Quem possui código EAN-13?

São os fabricantes de produtos que possuem códigos EAN-13. Seus produtos ao serem vendidos num magazine, por exemplo, são cadastros no banco de dados do magazine, com o código fornecido pelo fabricante.

Como obter um código EAN-13?

Em cada país do mundo existem órgãos competentes para cadastrar fabricantes e fornecer um código para cada fabricante. Um desses órgãos no Brasil é a GS1 (https://www.gs1br.org/).

O GTIN precisa constar na nota fiscal?

Quando um produto possui GTIN, esse identificador pode fazer parte das informações da NF-e e da NFC-e. O Cadastro Centralizado de GTIN é integrado ao Cadastro Nacional de Produtos da GS1, e existem regras de validação para os códigos informados nos documentos fiscais.

Por isso, empresas proprietárias de marcas precisam manter os dados dos produtos atualizados. Informações inconsistentes podem provocar rejeições de documentos fiscais conforme as regras aplicáveis. O Portal Nacional da Nota Fiscal Eletrônica disponibiliza as notas técnicas vigentes sobre o tema.

O que tem dentro de um código EAN-13?

O código EAN-13 de produtos brasileiros possui:

(3 posições) – Os primeiros dígitos fazem parte do prefixo GS1 utilizado na atribuição da numeração. O prefixo 789 está associado à GS1 Brasil, mas não significa necessariamente que o produto foi fabricado no Brasil;
(4 a 7 posições) – Código do fabricante;
(1 a 5 posições) – Identificação do produto para este fabricante; e
(1 posição) – Dígito verificador, calculado com base em um algoritmo.

A impressão da etiqueta influencia a leitura do código de barras?

Sim. Um código corretamente gerado ainda pode apresentar problemas se for aplicado ou impresso de maneira inadequada. Contraste insuficiente, baixa definição, redução excessiva do tamanho ou danos na etiqueta podem dificultar a captura pelo leitor.

Por isso, a qualidade do material, da impressão e da aplicação da etiqueta faz parte do funcionamento do código de barras na prática. Em ambientes logísticos ou industriais, também é necessário considerar fatores como superfície da embalagem, atrito, umidade e condições de armazenamento.

Aqui existe uma ótima oportunidade de demonstrar Experience, que é justamente um dos pontos mais fracos do artigo atual. Em vez de falar apenas da teoria do código, a F&F pode trazer experiência própria de impressão.

Posso alterar um código EAN?

Não é recomendado alterar códigos EAN, pois ao receberem um código EAN, seus produtos são cadastrados nos bancos de dados do órgão regulador (Cadastro Nacional de Produtos da GS1, por exemplo). Uma alteração pode causar problemas graves de identificação equivocada do seu produto no banco de dados.

O código de barras será substituído pelo QR Code?

Os códigos lineares não devem desaparecer de uma hora para outra. O movimento atual é de convivência e evolução para códigos 2D, capazes de atender ao ponto de venda e, ao mesmo tempo, disponibilizar informações adicionais.

A iniciativa internacional Sunrise 2027 busca preparar os pontos de venda para a leitura de códigos 2D até o fim de 2027. Um dos padrões envolvidos é o QR Code Padrão GS1 com Digital Link, que pode relacionar o GTIN a informações digitais do produto, mantendo aplicações no varejo e na cadeia logística.

Para conhecer o padrão e suas aplicações, consulte a página oficial sobre o GS1 Digital Link.

Dúvidas frequentes sobre código de barras

Eu terminaria o artigo com apenas três perguntas, para não inflar a página.

Código de barras e GTIN são a mesma coisa?

Não. GTIN é o identificador numérico do produto, enquanto o código de barras é uma das formas utilizadas para representar esse número e permitir sua leitura automática.

Todo produto precisa ter código de barras?

Não necessariamente. Há situações em que um produto pode não possuir GTIN. Inclusive, as especificações da NF-e/NFC-e preveem tratamento para mercadorias sem esse identificador.

QR Code pode substituir o EAN-13?

A transição para códigos 2D está avançando, mas ocorre de forma gradual. A iniciativa Sunrise 2027 prevê que os pontos de venda estejam preparados para ler códigos 2D juntamente com os códigos lineares existentes.

Código de barras: identificação começa pela etiqueta certa

O código de barras continua sendo uma ferramenta essencial para identificar produtos e tornar processos comerciais e logísticos mais eficientes. Com a evolução dos padrões e o avanço dos códigos 2D, empresas também precisam prestar atenção à qualidade da impressão, ao material utilizado e à correta aplicação das etiquetas.

Se a sua empresa precisa de etiquetas com código de barras produzidas de acordo com a aplicação e as características do produto, fale com a equipe da F&F Etiquetas e solicite uma solução personalizada para sua operação.